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Consolidated Catalina PBY-5

O meu último modelo em plástico. Foi terminado em Agosto de 2010. Já não pegava no plástico à mais de 2 anos e em modelos de aviões vão já algumas dezenas de anos.
Vou certamente continuar mais ligado ao papel mas, de vez em quando, penso fazer um modelo em plástico. Para mim nestas coisas do modelismo o tipo de material, a técnica de montagem e o modelo que se segue depende sempre de um desejo que não aparece no momento de dicidir mas que vai sendo adquirido enquanto estou a fazer a montagem que tenho em mãos. É certamente o que acontece com quase todos os modelistas.
Neste momento está já definido qual o próximo modelo a que me vou dedicar.

O original

Este barco voador foi criado estava a 2ª G.G. a chegar. Produzido pela Consolidated Aircraft Company nos Estados Unidos. A série Catalina PBY ficou na história da aviação.
Voo pela primeira vez em 1935 como protótipo e o primeiro a ser produzido (o PBY-1) surgiu em 1936.

Foram montados nos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Grã-Bretanha (com o nome de Mc série Mark I) e na União Soviética (com a designação ICMS).

Foi o avião do seu tipo de maior sucesso e nenhum outro foi produzido em tanta quantidade (mais de 4.000 durante a guerra).
Manteve-se no activo militar até 1980.
Esteve no Atlântico e no Pacífico. Na busca pelo Bismarck, na resposta durante o ataque a Pearl Harbor.

Utilizado em vários tipos de missões: detecção e ataque a submaridos, patrulha de bombardeamentos, escoltas de combóios de navios, missões de busca e salvamento, transporte de cargas, etc.
A tripulação era composta por 7 a 9 membros.

Hoje em dia ainda voa principalmente no combate a incêndios.

Lembram-se? Philippe, filho de Jacques Cousteau morreu ao tentar amarar no Rio Tejo em Alverca (aqui bem perto de onde moro) em 28 de Junho de 1979 num Catalina.

O Catalina PBY-6A de Cousteau que sofreu o acidente ao embater numa zona de areia submersa


O modelo




A Academy criou vários modelos do Catalina. Na escala 1:72 temos o Catalina PBY-2, PBY-4 e PBY-5.

O meu é o Consolidated Catalina PBY-5 com a referência da Academy Nº 2123.

Nº de peças - 127
Comprimento - 26,6 cm
Envergadura - 42 cm

Segundo informação que recolhi na net, este modelo tem a vantagem de poder ser montado em dois blocos, fuselagem e asas, que depois de montados podem ser então ligados.

Os flutuadores não são retrácteis tendo a opção entre recolhidos ou em baixo.
O trem de aterragem também não é.

O modelo apresenta cores vivas com base no alumínio e no amarelo.



As grelhas (sprues) com peças são 7 sendo uma transparente e uma de borracha.






Os decalques apresentavam duas zonas salientes devido a terem sido comprimidos contra as peças.


Ao centro podem ver-se as deformações referidas


A montagem


Primeiras pinturas. As peças mais pequenas, metralhadoras, bancos, bombas, cabeças dos motores e outras.
De referir que não tenho aerógrafo e sendo assim tudo foi pintado a pincel. Tudo exceto a pintura a alumínio que foi aplicada em spray com uma lata da Tamiya.


Adicionar legenda
Interiores pintados com acrilíco model color equivalente ao cockpit green da Humbrol. Estou a preparar todos os componentes para fechar a fuselagem.




A torreta que fica situada no nariz (considerando que é um barco não sei se podemos designar de proa) não é colada, fica num encaixe entre as duas metades da fuselagem para que rode. Tem de ser montada aquando da união das mesmas e por isso avançei para o seu mascaramento e pintura.



Nesta foto pode ver-se a fuselagem já colada, com putty aplicado e pronta para pintar (está à espera das bolhas e da carlinga). Foram montadas todas as janelas de vigia.
No seu interior não há muita coisa, o que se justifica pela pouca visibilidade que teriam. Na cabine de pilotagem temos 2 bancos, as manches e um painel de instrumentos com um decalque.
Na zona das bolhas temos passadiços e metralhadoras. Nesta zona considerando que a visibilidade para o interior é bastante boa, pois as bolhas são grandes, poderia a Academy acrescentar mais peças mas penso que pouco haveria a acrescentar.


As asas também estão prontas a pintar. Optei pelos flutuadores recolhidos.
A envergadura do bicho (cerca de 45 cm) é considerável quando comparada com o comprimento da fuselagem.


Os trens de aterragem estão prontos a montar. Na verdade não devem ser designados de trem de aterragem pois esta versão do Catalina era um verdadeiro barco voador e só podia amarar. Estes trens com rodas eram colocados na rampa de acesso a terra para aí se movimentar.


Também as hélices, cabeças dos motores e respectivas protecções foram pintadas.




O mascaramento das bolhas costuma ser um dos trabalhos mais "chatos" e neste caso com dupla razão pois como as bolhas são grandes e permitem ver o interior uma da outra, mascarei por dentro e pintei e levou a mesma dose pelo exterior. 




A pintura das asas pela parte inferior foi feita com o tal spray da Tamiya e a parte superior com acrílico Model Color. Como não apliquei antes uma cor clara, como por exemplo o branco, tive de aplicar mais de 20 camadas. Aqui estava já com 11 camadas e como se pode ver ainda precisa de muitas mais.




À 20ª + n (acabei por lhe perder a conta), dei-me por satisfeito.




A fuselagem pronta a pintar.




E pintada já sem máscaras. Na minha opinião o spray deixou um acabamento bastante bom




Comecei a colocar decalques. Primeiro apliquei cera acrílica Pronto em toda a fuselagem, depois apliquei os decalques com Microset e Microsol e de novo, para selar, apliquei a cera acrílica.




Porque estava a colocar o decalque do número de identificação do Catalina, pensei em saber mais sobre este 14-P-11.
Então temos:

O PBY 14-P-11 com o nº de fabricação 2291 foi o 3º a ser produzido para a segunda entrega à marinha.
Foi recebido em S. Diego em 7 Dezembro de 1940 e transferido para a costa este ao serviço da patrulha neutral (Neutrality Patrol).

A 2 de Janeiro de 1941 durante um voo vindo de S. Diego encontrou condições de tempo severas sobre o Texas e 5 dos seus tripulantes lançaram-se de pára-quedas. Um deles morreu aparentemente por se ter soltado do arnês do pára-quedas.
2 pilotos ficaram no Catalina e conseguiram efectuar uma aterragem forçada no Sul do Texas.
No dia seguinte rumaram a Corpus Christi.

Uma semana depois foi entregue ao esquadrão VP-52.
Estava baseado na Argentina quando fez parte da busca ao cruzador alemão Bismarck.

Em Junho de 1941 foi entregue ao esquadrão VP-81 em Norfolk e 2 meses mais tarde ao VP-51.
Após o ataque japonês a Pearl Harbor o VP-51 foi enviado para o Hawaii onde chegou em Dezembro.

A 15 de Janeiro de 1942 quando aterrava em Ambon foi atacado pelos japoneses e ficou danificado. 10 dias depois foi destruído na rampa em Albon por um bombardeiro japonês.


Não teve uma vida muito longa. É o que muitas vezes acontece a quem anda na guerra!

Duas fotos e... que descanse em paz.





Alguns decalques não tinham comprimento suficiente para o local onde era suposto serem aplicados. Eis aqui um exemplo.




Com todos os decalques aplicados o trabalho ficou assim...








Estava na hora da "lavagem"... 




Optei por uma lavagem com, giz pastel passado a pó + água + umas gotinhas de líquido da loiça (tinha Vim).
Depois papel higiénico (que cumpriu bem a função a que foi destinado) e uns cotonetes.


Depois de montar as peças mais pequenas: Antenas, rodas, motores, hélices, etc. Apliquei verniz satinado e depois, finalmente, verniz fosco. Em alguns daqueles elementos apliquei cianoacrilato para uma boa colagem.

Considerando que não mexia no plástico à longos anos, penso que não está mal de todo.
























A minha opinião sobre o kit


Muito positiva. Praticamente nenhuns defeitos de moldagem o que implicou muito pouca aplicação de putty, encaixes perfeitos, peças bem definidas.
Não há bela sem senão. O problemas com os decalques que referi.


As cores finais são muito bonitas e conjugam muito bem. Claro que há sempre a opção de as modificarmos mas neste modelo seria uma pena!







1 comentário:

  1. O Catalina é um dos meus aviões favoritos da US Navy de todos os tempos, é raro ver alguém montar a versão PBY-5 nas cores do Pré-Guerra, belo modelo!! Para quem não lidava com plasti há muito tempo pelo que parece não perdeste a mão.

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